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A expressão “Pastoral da Comunicação” nasce da conjunção de duas realidades que interagem reciprocamente: comunicação e pastoral. A palavra “pastoral” tem sua raiz no verbo “apascentar”, “pastorear” e no termo “pastor”. No Antigo Testamento, essas palavras são carregadas de significados. A característica do pastor na literatura bíblica é aquela de “guiar”, “conduzir”. No Evangelho de São João, Jesus se apresenta como o Bom Pastor que cuida das ovelhas, chama-as pelo nome, as conduz, caminha à frente delas e dá a vida por elas. Jesus é referência e paradigma de toda ação pastoral da Igreja. A pastoral é aquela que conduz, provê, liberta, reúne, salva, anima, e coloca-se a serviço da comunidade e de todas as pessoas.

As ações comunicativas da PASCOM ganham sentido à medida que colaboram com a ação evangelizadora da Igreja, pois a evangelização, anúncio do Reino, é comunicação. Contudo, não se pode reduzir essa pastoral aos meios de comunicação, pois ela é um elemento articulador da vida e das relações comunitárias.

Compreendendo a PASCOM em sua abrangência, algumas características se destacam:

1) colocar-se a serviço de todas as pastorais para dinamizar suas ações comunicativas;

2) promover o diálogo e a comunhão das diversas pastorais;

3) capacitar os agentes de todas as pastorais na área da comunicação, especialmente a catequese e a liturgia;

4) favorecer o diálogo entre a Igreja e os meios de comunicação;

5) envolver os profissionais e pesquisadores da comunicação nas reflexões da Igreja;

6) desenvolver as áreas da comunicação, como a imprensa, a publicidade e as relações públicas.

(Diretório da Comunicação para a Igreja no Brasil /245 – 248)

Colocar-se a serviço

A Pastoral da Comunicação no formato como conhecemos hoje é algo recente, embora a Igreja faça uso dos meios de comunicação há muito tempo. Não sabemos com exatidão quando ela foi criada, mas podemos observar um caminho percorrido pela Igreja. O decreto “Inter Mirifica”, do Concílio Vaticano II, sobre os meios de comunicação, foi fundamental para abrir o caminho deste trabalho. A partir dele, a introdução pastoral “Communio et Progressio”, de 1971, e a instrução pastoral “Aetatis Novae”, de 1992, trouxeram pistas para ação pastoral no campo da comunicação. A nível de Brasil, um marco importante é a campanha da Fraternidade promovida pela CNBB em 1989 com o tema: “Comunicação para a Verdade e a Paz” e a realização do 1º Encontro Nacional da Pascom, em 2008.

 

Como todo jovem em sua caminhada, o descobrir sua vocação e missão é um processo, na caminhada de nossas pastorais não é diferente, assim em cada documento da Igreja somos iluminados na compreensão de nosso papel.

Observamos que o Diretório da Comunicação para a Igreja no Brasil, firma como característica, e podemos nos aprofundar mais, como essência da PASCOM, “colocar-se a serviço de todas as pastorais”, temos que tomar cuidado para não reduzir a PASCOM a um ato tecnológico (meios de comunicação). 

Estão à disposição do nosso servir muitas ferramentas, porém, temos que ter o cuidado de não fazer algo por impulso, ou sem profundidade. Não podemos reduzir o nosso pastoreio a registro de eventos, celebrações e disponibilizar imagens em redes sociais e impressos.

Estar a serviço das demais pastorais é algo que exige empatia e conhecimento para não gerarmos uma comunicação superficial daquele carisma.

Gerar Vocações

Podemos ir além do serviço de gerar conteúdo e notícias sobre os acontecimentos de nossa paróquia, e pensarmos em como podemos, através da PASCOM, gerar vocações para as demais pastorais.

Claro que em nossas paróquias existem várias pastorais e não vamos conseguir auxiliar todas, mas podemos começar pelas que estão no Diretório de Comunicação, liturgia e catequese. 

O primeiro passo é conhecer a história, a atuação e missão da pastoral, e em unidade desenvolver um caminho de como gerar vocações, atraindo novos membros e trazer um novo olhar para a comunidade sobre essas pastorais.

Desenvolva um plano pastoral com foco no servir a essas pastorais, e através dos meios de comunicação, e ações conjuntas é possível sairmos de nossa zona de conforto e construirmos um caminho de integração e comunhão, para sermos instrumento de evangelização, de condução do Evangelho.

Fotografia, um servir silencioso

Como especialista no assunto, não poderia de deixar uma dica de ação para os fotógrafos. Ler um bom livro é muito importante, porém não podemos deixar de lado a “gramática” visual. De nada adianta agentes de pastoral fazerem um bom trabalho se o fotógrafo não fizer sua tarefa de casa.

Não podemos esquecer que nos impressos e nas mídias mais modernas, a fotografia tem um grande peso, portanto, temos o costume de fazer somente fotos dos membros das pastorais com suas respectivas camisetas para mostrar sua atuação na igreja, mas fotografar aquilo que é de fato sua missão, indo além do óbvio.  

É necessário que se façam fotos que de fato mostrem a essência daquela pastoral, fotos que falem por si mesmas, que sejam amparo para que outros se interessem em participar, nisso nós fotógrafos temos grande responsabilidade.

Precisamos estudar o plano de ação daquele projeto e desenvolver o planejamento pastoral fotográfico, pensar em cada foto antes do clique e entender aonde queremos chegar. Da mesma maneira que um texto tem seu começo, meio e fim, e é elaborado, nossas fotografias precisam percorrer este caminho para que sejam imagens que religuem ao Sagrado, e neste caso ao sagrado de cada pastoral.

Unidade e Integração

Nosso objetivo como animadores e líderes é que através de uma comunicação eficaz da Boa Nova, possamos refletir em nossos gestos e na nossa caminhada de fé o próprio Cristo.

Não há dúvidas que a boa organização e o empenho de cada membro envolvido são determinantes neste processo evangelizador. Como comunicadores devemos ter consciência de nossa missão de integrar e contribuir com as pastorais, e juntos construirmos uma vivência cheia de vida e bons frutos para a Igreja.

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